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Empresários do setor de alumínio de Ferraz de Vasconcelos comemoram resultados no programa Comércio Brasil

empresáriosEmpolgados com o resultado do programa Comércio Brasil, os empresários do setor de alumínio de Ferraz de Vasconcelos planejam um crescimento de 30% nas vendas em 2009.  Os dados foram apresentados em cerimônia realizada no dia 11 de março, na sede do Rotary Club da cidade, durante o encerramento do programa Comércio Brasil promovido pelo Sebrae-SP no  Alto Tietê em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Ferraz de Vasconcelos (ACIFV) junto ao Núcleo Setorial das Indústrias de Alumínio (NSA) da cidade.

O núcleo é composto pelas empresas Gallic, Poty Artigos de Aluminio, Alumínio Nacional, Aluferraz Reciclagens em Alumínio, Rialuc, Unicicli, Alegrete e Indústria e Comércio de Alumínio ABC. Juntos desde fevereiro de 2007, o grupo de oito empresários que integram o núcleo comemora o amadurecimento e o crescimento de suas indústrias após a conclusão do programa que foi composto por diversas ações, entre consultorias e capacitações.

“Estou extremamente feliz por ver o crescimento de um embrião aqui plantado, por saber que o trabalho prosperou, amadureceu e que bons resultados estão sendo colhidos”, afirmou Milton Dallari, diretor administrativo e financeiro do Sebrae-SP. Ele contou que o Sebrae-SP está fazendo parcerias com outros países como Itália, França e Alemanha com o objetivo de  promover o intercâmbio entre as micro e pequenas empresas locais e estrangeiras, buscando atingir maior desenvolvimento tecnológico.

Entre os resultados destacam-se aumento de R$ 16,5 milhões em dois anos, ampliação em 20% da área física de produção, aumento de 12% no número total de funcionários, melhoria na qualidade de produtos, implantação de SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e de showroom, melhoria na gestão comercial, desenvolvimento de novos clientes e postura mais proativa dos sócios.

“E aqui o ambiente é propício, uma vez que a prefeitura de Ferraz de Vasconcelos já regulamentou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa no município abrindo o caminho para desenvolvimento e para a formalização dos pequenos negócios, além de facilitar o acesso ao crédito e a novos mercados”, enfatizou Dallari, que também sugeriu a criação de um Arranjo Produtivo Local (APL). 

O evento contou com a presença do prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra,do presidente da Associação Comercial e Industrial de Ferraz de Vasconcelos (ACIFV), Vanderlei Kershner, do presidente da Câmara Municipal, Juraci Ferreira da Silva, do coordenador estadual do Programa Comércio Brasil, Gilberto Campião, do presidente do Rotary Club local, Yukio Maeda, do presidente da Associação Regional de Pequenas e Médias Empresas Industriais (Arpemei), Marcos Bertalmio, além de secretários municipais e representantes de entidades parceiras.

Em seu discurso, o prefeito destacou a importância das parceiras para o desenvolvimento do município.  “O trabalho realizado com o núcleo de alumínio pelo Sebrae-SP, Associação Comercial e Facesp é um case de sucesso e deve ser modelo para outros setores da economia”, afirmou Abissamra, que já pensa nas indústrias de vidro e de fundição de Ferraz como próximos alvos de ações semelhantes.

“Há alguns anos o setor industrial estava enfraquecido no município, atualmente, por meio do pólo de desenvolvimento industrial, temos uma retomada das atividades do setor, com retorno de empresas e geração de empregos, e agora o anúncio dos resultados obtidos pelos empresários do setor de alumínio sinalizam que a parceria e a união de esforços são o melhor caminho”. .

Para o presidente da ACIFV, Vanderlei Kershner, é importante destacar o empenho destes empresários do núcleo setorial das indústrias de alumínio. “Estes dois anos foram de muito trabalho, desde o desejo de mudança até a implantação das ações necessárias. Trouxeram excelentes resultados, e neste momento difícil, em que o mundo fala em crise, temos a oportunidade de estar aqui celebrando o sucesso e discutindo novas formas de crescimento”, avaliou.

Foco na demanda de mercado e aprimoramento dos processos de gestão e produção

O coordenador do programa Comércio Brasil fez uma breve apresentação do trabalho realizado junto ao NSA. “Trabalhamos com o objetivo de mudança de comportamento e estes empreendedores deixaram de ser donos de fábrica para tornarem-se empresários, isto refletiu na elevação da autoestima”, analisou Gilberto Campião.

No decorrer do programa foram realizadas 800 horas de consultoria empresarial e de marketing, mil horas de consultoria tecnológica, foram implantadas 250 ações, cerca de 30 por empresa. “A situação encontrada em 2007 era de vendas irregulares e falta de profissionalismo na gestão”, relatou Campião. “Durante o programa, o Sebrae-SP investiu cerca de 25 mil reais em capacitações, sem contabilizar as horas de consultoria, por sua vez os empresários, juntos investiram cerca de cinco milhões na reestruturação dos negócios”, relatou, “não é possível crescer com foco apenas na produção é preciso desenvolver uma cultura de mercado, produzir o que o marcado demanda”, explicou o coordenador.

A gerente do Sebrae-SP no Alto Tietê, Ana Maria Magni Coelho agradeceu aos parceiros do programa lembrando o quanto foi importante a sinergia entre todos, “Encontramos um grupo de empreendedores que acreditaram no projeto e o apoio da ACIVF, da Facesp, dos coordenadores do programa Empreender, e do Senai foram fundamentais para a obtenção destes resultados positivos”, disse Ana Maria.

O empresário Áureo do Carmo falou em nome do grupo e destacou a importância da integração dos empresários da cidade.  “Em grupo as coisas funcionam melhor. Sugiro que todos os empresários, independente do setor, procurem a associação comercial, participem das reuniões, troquem informações”. 


A gerente do Sebrae-SP no Alto Tietê, Ana Maria Magni Coelho agradeceu aos parceiros do programa lembrando o quanto foi importante a sinergia entre todos, “Encontramos um grupo de empreendedores que acreditaram no projeto e o apoio da ACIVF, da Facesp, dos coordenadores do programa Empreender, e do Senai foram fundamentais para a obtenção destes resultados positivos”, disse Ana Maria.

Ao final da cerimônia os empresários foram homenageados com uma placa que certificou a participação da empresa no Programa Comércio Brasil. Para o empresário Osvaldo Formigoni Filho, da Alumínio ABC, “ter mais conhecimento sobre gestão fez nascer uma nova empresa, com muito mais visão de futuro e mais qualificada”. Cássia Ribeiro, da Rialuc, concorda e comemora, “sorte a nossa, poder contar com as consultorias e cursos oferecidos pelo Sebrae-SP, sem perceber, dois anos se passaram e hoje somos mais profissionais”.

“E o nosso trabalho não termina aqui. Queremos integrar novos empresários ao núcleo e vamos trabalhar para a construção da visão de futuro das empresas. Já temos programadas ações para adequação à ISO 9000 e implantação de Sistema de Gestão Ambiental, tão importante para o meio ambiente como para as próprias empresas, já que o foco é também na redução de perdas e custos”.

Sobre o Comércio Brasil
O Comércio Brasil é um projeto que facilita o acesso e o relacionamento sustentável entre a micro e pequena empresa e novos canais de comercialização. Por meio de uma rede interestadual de consultores (Rede de Agentes de Mercado), profissionais credenciados e treinados pelo Sebrae identificam novas oportunidades de negócio em praticamente todo o território brasileiro buscando sempre a abertura de novos mercados para as empresas que participam do projeto, utilizando como principais canais revendedores, atacadistas, varejistas e representantes comerciais. O programa atende grupos de empresas e empreendedores apoiados pelos projetos Sebrae na indústria, agronegócios, comércio e serviços.
Em Ferraz, a crise não chegou (Diário do Comércio)

Por meio de parcerias e programas, oito empresas do setor de alumínio da cidade aumentaram em 33% seu faturamento. As perspectivas para 2009 são ótimas.

A crise econômica mundial, que já traz reflexos ao Brasil, ainda não atingiu um grupo de oito empresas de Ferraz de Vasconcelos, na Região Metropolitana de São Paulo. Elas fazem parte do Núcleo Setorial de Alumínio (NSA), criado pela Associação Comercial e Industrial da cidade que, por meio de uma parceria com o Escritório Regional do Sebrae de Mogi das Cruzes, capacitou-as por meio do Projeto de Acesso a Mercados (PAM), desenvolvido pelo Sebrae-SP. Em média, as empresas aumentaram em 33% seu faturamento em dois anos. As perspectivas para este ano são ótimas.

O NSA começou suas atividades em fevereiro de 2007. Na ocasião, iniciou-se a aplicação do PAM para 12 empresas do setor de alumínio do município, que conta com 20 indústrias formais do segmento, além de cinco informais. O principal objetivo do projeto é o fortalecimento da postura empresarial dos sócios das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), levando-os a promoverem uma mudança de patamar que leve a empresa a um nível mais competitivo dentro do segmento no qual atua.

"No início, convidamos as 20 empresas, mas nem todas acreditaram no projeto. Depois de dois anos, oito delas se capacitaram e conseguiram ótimos resultados. Queremos que a cidade volte a ser um polo importante do setor de alumínio", disse Vanderlei Kerchner, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ferraz de Vasconcelos (Acifv). Segundo Kerchner, em decorrência do desempenho das empresas integrantes do núcleo, assim como de outras instaladas na cidade, o número de postos de trabalho registrou um crescimento de 341% nos últimos dois anos.

Capacitação - O Sebrae-SP em Mogi das Cruzes investiu cerca de R$ 25 mil no projeto, em cursos e treinamentos, sem contabilizar as horas de consultoria. O processo de capacitação procurou dinamizar as empresas e contribuir para o seu fortalecimento por meio da mudança da postura empresarial dos proprietários e do estímulo ao acesso a novos mercados. Antes da capacitação, dois consultores do Sebrae fizeram um diagnóstico de cada empreendimento.

"Como um todo, as indústrias apresentavam muitas dificuldades quanto à apuração de custos, relacionamento interpessoal, fragilidade financeira, regularidade de vendas, atraso de mercadorias, layout, segurança do trabalho, entre outras. Algumas delas não tinham sistemas informatizados e não faziam prospecção de clientes", afirmou Ana Maria Magni Coelho, gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Mogi das Cruzes.

Crescimento - Um dos oito empresários que foi até a conclusão do projeto e se beneficiou do PAM foi Jorge Caetano Bambino, dono da Poty, fabricante de panelas de alumínio, com sete funcionários. Antes de entrar no núcleo, ele não tinha muito conhecimento sobre novos mercados para atuar. "A capacitação fez com que eu conquistasse mais clientes e dobrasse as vendas em dois anos. As parcerias, que antes não existiam, atualmente correspondem a 70% do destino da minha produção. Para este ano, as expectativas são excelentes", contou.

Na Unicicli Indústria e Comércio de Peças para Bicicletas, o faturamento aumentou 10% desde o início do PAM e o prazo de entrega de pedidos caiu pela metade, segundo o proprietário, Marcos Antonio dos Santos. "Informatizamos a empresa e controlamos melhor a capacidade produtiva. Antes, a produção de cada funcionário era medida mensalmente. Hoje, diariamente", ressaltou Santos.

Outro empresário beneficiado pelo projeto foi Áureo do Carmo, proprietário da Aluferraz. "O PAM melhorou a auto-estima dos participantes. Das 24 metas que deveríamos cumprir, segundo o diagnóstico do Sebrae, cumprimos 23. Nosso relacionamento com funcionários e clientes melhorou consideravelmente e, em dois anos, aumentamos as vendas em 242%". Em conjunto, as oito empresas que participaram do PAM aumentaram as vendas em R$ 16,5 milhões e investiram cerca de R$ 5 milhões. A área física de produção do grupo foi ampliada em 19%.

Acompanhamento - De acordo com Ana Maria, apesar de o PAM ter acabado, o Sebrae acompanhará as oito empresas por mais dois anos. "Além disso, queremos atrair mais indústrias do segmento", disse. O presidente da Acifv ressaltou que os resultados surpreenderam. "Não pensei que as empresas fossem conquistar resultados tão significativos. A geração de novos postos de trabalho também ajudou a fomentar o comércio da cidade", afirmou Kerchner.
Governo de SP quer construir ciclovias na Marginal Pinheiros

Governador José Serra anunciou a intenção em mensagem no Twitter. Estudos para o primeiro trecho foram iniciados na semana passada.

O governo do Estado de São Paulo pretende construir ciclovias ao longo de toda a Marginal Pinheiros até o fim de 2010. O governador José Serra anunciou a intenção por meio de uma mensagem no Twitter - espécie de blog que virou febre na internet. A Secretaria dos Transportes Metropolitanos iniciou na semana passada os estudos para o primeiro trecho, de aproximadamente 7 km, entre as regiões dos Parques do Povo, no Itaim-Bibi, Zona Sul, e Villa-Lobos, em Pinheiros, Zona Oeste.

A ciclovia vai funcionar ao longo da via da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). “Em no máximo dois meses estaremos com todos os estudos prontos para já começarmos as obras. E será fácil e necessário pouco investimento para construir essa ciclovia, porque grande parte da estrutura já existe”, diz o secretário, José Luiz Portella.

Ele se refere à estrutura usada atualmente como estrada de serviço da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). Ao lado de grande parte da extensão da Linha 9 (Esmeralda) da CPTM há pistas asfaltadas que são utilizadas pela companhia para o transporte de alguns equipamentos. A Emae deve continuar a utilizar uma parte da área, mas as pistas de automóveis e bicicletas serão separadas.

O projeto para as ciclovias na Marginal Pinheiros foi elaborado inicialmente pela Emae, que pretendia construir as pistas nas duas margens do rio. O trajeto seria do Parque Burle Marx até a chamada Usina da Traição - com aproximadamente 6 km.

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